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diariobombeiro



Quinta-feira, 25.08.11

Bombeiros de Baltar protegido com mais EPI:

Os Bombeiros Voluntários de Baltar orgulham-se de ser uma das duas corporações que, em todo o país, tem os seus homens protegidos com fardas certificadas pelas normas europeias.

Os 200 casacos e calças confeccionados com um tecido mais resistente às chamas que o tradicional algodão chegaram, recentemente, a Baltar, fruto de uma candidatura a fundos comun......itários que pagou 70 por cento dos 13 mil euros de investimento.

Esta verba é, porém, apenas parte dos 27 mil euros que os Bombeiros de Baltar já gastaram este ano na aquisição de material de protecção individual.

106 bombeiros protegidos

"Somos, juntamente com Santa Marinha do Zêzere, a única corporação do país que tem este tipo de equipamento de protecção individual segundo a norma europeia EN 15614/2007, de 16 de Dezembro de 2009. É a única norma que existe para definir a característica dos fatos", garante o comandante Delfim Cruz.

Este responsável revela que foram compradas 200 fardas para distribuir pelos 106 bombeiros da corporação. "Serão distribuídos dois fatos a cada bombeiro, porque muitas vezes eles estão de serviço dois dias seguidos e necessitam de trocar de roupa", explica.

O equipamento de protecção individual que agora chegou a Baltar é composto por casaco e calça feitos num tecido mais resistente ao fogo e ao calor. "O casaco permite proteger o pescoço, o que não acontece com os fatos antigos. As palas dos bolsos e das calças também são mais largas para impedir a entrada de material incandescente", descreve Delfim Cruz.

Segundo o comandante da corporação, estas características permitem que o novo material seja certificado igualmente pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal.

27 mil euros investidos este ano

Ao VERDADEIRO OLHAR, Delfim Cruz frisa que a aquisição destes fatos surge enquadrada na filosofia da corporação, que tem, salienta, a segurança dos bombeiros como prioridade. "Poderíamos adquirir outro tipo de equipamento, mas a opção foi proteger a 100 por cento os bombeiros durante o combate aos fogos florestais. A nossa aposta também foi no equipamento que, por questões de higiene, tem de ser individual", diz.

O líder dos Bombeiros de Baltar acrescenta que, neste momento, a corporação tem ainda equipamento suficiente para proteger todos os bombeiros envolvidos em incêndios industriais.

"Em 2011, já investimos 27 mil euros em material, nomeadamente na aquisição de 90 pares de luvas, 106 pares de botas, alguns alarmes pessoais e aparelhos respiratório isolantes de circuito aberto – ARICA", conclui.

Gil Matos sentiu na pele ineficácia dos antigos fatos

Gil Matos tem 33 anos, 11 dos quais como bombeiro em Baltar, e já sentiu, literalmente, na pele a pouca resistência dos antigos fatos. Há cinco anos, durante o combate a um incêndio que consumia parte de uma mata em Gandra, Paredes, ficou queimado no pescoço.

"Era um incêndio com muito vento. De repente, senti um calor no pescoço e percebi que estava a ser queimado por material incandescente que tinha vindo do fogo", recorda.

Gil Matos diz que o casaco, feito em algodão, ficou com um buraco e que, por isso, pouco o protegeu. "A maior queimadura até foi provocada pelo algodão a derreter", sustenta.

Fonte: BPS

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por Diário de um Bombeiro às 01:18


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