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diariobombeiro



Terça-feira, 14.02.12

Instituto Nacional precisa de radares

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) necessita, pelo menos, de nove radares meteorológicos para, associados aos modelos regionais, preverem com mais exactidão a previsão do tempo nas pequenas localidades, afirmou, à Angop, o seu director-geral.
Benjamim Domingos disse que os radares tornam possível a micro meteorologia e prever, por exemplo, a quantidade de chuva e o horário específico em que ela pode cair no Cazenga. “É possível avisar, com duas ou três horas de antecedência, as pessoas e a Protecção Civil que em determinada área vai chover com bastante intensidade ou que se vão registar outros fenómenos naturais”, declarou.
Quando o INAMET diz que há previsão de chuva fraca para Luanda, mas chove apenas no Cazenga, em Viana ou na Quissama, não significa que a previsão esteja incorrecta, referiu
O director do INAMET afirmou que a previsão não é mais precisa porque os equipamentos que o INAMET utiliza não permitem fazer a micro meteorologia, mas que com a utilização de radares é possível fazer a previsão das chuvas com maior precisão.
O país, disse, não possui nenhum radar meteorológico e o INAMET não dispõe de capacidade financeira para os adquirir, pois podem custar, cada um, mais de dois milhões de dólares, além dos custos com a formação do pessoal. Cada radar, afirmou, cobre, em média, 300 a 400 quilómetros, quer em terra, quer no mar.
“Se tivéssemos radares disponibilizávamos também informações ao sector petrolífero”, garantiu. A aquisição dos equipamentos, lembrou, tem de ser acompanhada pelo processo de formação dos engenheiros que os vão montar, garantir a sua manutenção e a leitura dos dados.
Benjamim Domingos disse que a universidades de Alagoas, Brasil, e de Évora, Portugal, com quem o INAMET tem convénios, dispõem de capacidade para formar especialistas. O INAMET tem dois bolseiros na Universidade de Alagoas e vai enviar mais dois ainda este ano.





Os radares, frisou, também são muito importantes para o apoio ao sector produtivo, principalmente para a agricultura
“Podíamos recorrer a modelos globais, como faz o Brasil, através do Centro de Previsão e Estudos Climáticos, mas não são muito precisos”, referiu. Os modelos, salientou, precisam de ser alimentados por dados locais e quando isso não acontece a informação nem sempre é a mais fiável.

Apoio à aeronáutica

Actualmente, disse, garantimos a actividade mínima do Instituto, como o apoio à aeronáutica e a outros sectores.
“Temos de fornecer dados para elaboração de modelos globais. Caso isso não aconteça, as previsões nunca são fiáveis. Temos de enviar elementos com regularidade para as instâncias internacionais para poderem fazer previsões mais acertadas sobre Angola e a região”, reiterou. O Sector da Meteorologia possui um Plano Estratégico de Desenvolvimento para o período 2011-2018, com custos avaliados em mais de 116 milhões de dólares, referiu Benjamim Domingos.
O plano configura o reforço da capacidade institucional e dos aspectos que têm a ver com a capacidade operacional, boa governação, investigação e a formação de quadros.
Do ponto de vista da capacidade operacional, pretende-se melhorar a rede de observações, com a instalação, até 2018, de mais 600 estações.
O plano estratégico, que ainda não foi aprovado pelo Executivo, disse o director do INAMET, “é a chave para se revolucionar todo o sistema de trabalho e de desenvolvimento do sector da meteorologia e geofísica em Angola”. 
 
fonte: Jornal de Angola

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por Diário de um Bombeiro às 10:44



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