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diariobombeiro



Sexta-feira, 07.12.12

Oeiras: bombeiros «com água pelo peito»

Mau tempo em Lisboa - MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Cerca de 50 carros estavam ainda retidos no Jardim Municipal de Oeiras pelas 22:30, depois de terem ficado parcialmente submersos devido à subida da água da ribeira da Laje, que transbordou ao início da tarde de hoje.

A chuva intensa desta tarde provocou inundações na zona da Laje, em Barcarena e em algumas habitações em Porto Salvo, mas, segundo o comandante dos Bombeiros de Oeiras, José Manuel Pereira, a «situação mais preocupante» foi mesmo junto ao jardim municipal, na zona mais baixa do concelho, onde a ribeira da Laje transbordou.

«Aqui temos o pavilhão da Associação Desportiva de Oeiras, que as pessoas tiveram de abandonar, e no estacionamento público, no Jardim de Oeiras, chegamos a ter 200 carros parcialmente submersos», disse José Manuel Pereira.

Os 12 bombeiros que estiveram no local, apoiados por três viaturas, tentaram retirar «o máximo de viaturas possível», mas acabaram por deixar «uns 50» no local, porque «já não havia segurança para os bombeiros», descreveu o comandante.

«Às 21:00 chegamos a ter a água pelo peito», admitiu, salientando que «o importante é que não houve feridos».

Uma hora depois a situação começou a melhorar, com os bombeiros a aguardar pela baixa-mar para que a altura da água comece a baixar, estando ainda, a essa hora, numa altura de cerca de 30 centímetros.

José Manuel Pereira explicou que, à semelhança do que costuma acontecer nesta zona específica de Oeiras, a ribeira da Laje transbordou «devido à conjugação da maré-cheia do rio Tejo, onde desagua [na praia de Santo Amaro de Oeiras], e a chuva intensa».

O presidente da Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Carlos Morgado, contou à agência Lusa que, nos últimos sete anos como eleito, a ribeira da Laje já transbordou quatro vezes neste local.

O autarca, eleito pelo movimento independente do presidente da câmara, Isaltino Morais, disse ainda esperar que até «à meia-noite, uma da manhã» a situação fique resolvida.

O mesmo esperam cerca de dez proprietários de viaturas que aguardavam, na zona mais alta do jardim, a redução da altura da água para chamar os reboques.

Apesar de a viatura da sua nora ter água a uma altura de 30 centímetros, Henrique Fernandes contou à Lusa que «alguns carros chegaram quase a boiar» pelas 20:00, fase mais complicada das cheias provocadas pela ribeira.

O oeirense admitiu que as cheias possam provocar danos de várias centenas de euros e criticou a falta de limpeza da ribeira e a inexistência de muros mais altos que impeçam a subida da água.

Ivone Caldeira, que tentou chegar ao carro quando a água lhe chegava quase à cintura, teme os prejuízos que a cheia tenha provocado no seu carro.

«A gente vê estas coisas nas notícias e pensa sempre que só acontece aos outros. Hoje foi a mim», disse.

A subida das águas da ribeira cortou o trânsito nas vias que a rodeiam, na zona mais baixa do concelho de Oeiras, junto à praia de Santo Amaro, cortando o acesso à zona também pela Marginal (Estrada Nacional 6).

No local estiveram membros da Proteção Civil e Polícia Municipal, Bombeiros, PSP e funcionários de limpeza da câmara, que iam removendo o lixo trazido pela força da ribeira.
 
 
por TVI24

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por Diário de um Bombeiro às 09:20


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