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diariobombeiro



Segunda-feira, 14.05.12

Bombeiros de Vila Nova de Tazem têm museu de rádios antigos

O corpo de bombeiros de Vila Nova de Tazem, em Gouveia, tem um museu de rádios antigos, composto por 250 aparelhos oferecidos por um colecionador local que também foi dirigente e fundador da instituição.

O museu, que nada tem a ver com a atividade desenvolvida pela associação humanitária, ocupa uma sala do primeiro andar do quartel e foi inaugurado em março de 2007.

A coleção de rádios foi doada à corporação pelo comerciante do ramo dos eletrodomésticos António Augusto da Costa, de 93 anos, que colecionou aparelhos de radiodifusão durante cerca de quatro décadas.

O espaço museológico acolhe uma coleção rara, composta por 250 rádios antigos, gravadores, gira-discos e amplificadores, que foram utilizados entre 1918 e os anos de 1970.

António Augusto da Costa contou à agência Lusa que a paixão pelos rádios começou cedo, "por volta dos 15 anos", e foi incentivada por o pai ser "agente da Philips" e ter trabalhado com ele no estabelecimento comercial.

Ao longo dos anos comprou muitos rádios, em feiras de velharias e antiquários, e outros foram-lhe oferecidos por familiares e amigos que conheciam a sua paixão.

Quando o acervo já mal cabia em casa, pensou na criação de um museu, depois de ter visto um projeto similar na Holanda.

Como na sua residência "estavam uns em cima dos outros", decidiu oferecer os aparelhos aos bombeiros, que criaram o espaço museológico.

"Este espólio pertence aos bombeiros. Não tinha outra solução e acho que está bem entregue", afirmou o benfeitor.

O colecionador vive a poucos metros de distância do quartel dos voluntários e é ele quem, sempre que possível, conduz o visitante pelo museu e explica pormenores sobre os aparelhos que estão expostos.

O nonagenário atesta que os aparelhos "funcionam quase todos", estão catalogados, dispostos pela ordem de antiguidade e marcados com os preços que custavam na época em que foram comercializados.

"O mais antigo é de 1918, é conhecido por ‘galena' e não precisa de energia", explicou, salientando que a exposição mostra a evolução dos aparelhos de telefonia a partir dos primitivos mecanismos ‘galena'.

Segundo o impulsionador do museu, "depois é que vieram os outros que trabalham com bateria e com pilhas e, mais tarde, é que apareceu um aparelho que alimentava os rádios com eletricidade".

Ouvinte diário de rádio, garante que procura o espaço museológico "quase todos os dias" para "matar" saudades dos aparelhos de radiodifusão que reparou e acautelou ao longo dos anos.

"Gosto de ver isto", disse o homem que, devido ao peso da idade, já não passa os dias a substituir válvulas nem fios, mas está sempre pronto a abrir a porta ao visitante.

O museu de rádios antigos de Vila Nova de Tazem integra o Roteiro dos Museus e Espaços Museológicos da Região Centro, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Pode ser visitado diariamente das 09:00 às 12:30 e das 14:30 às 19:00. 
 
@Lusa

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por Diário de um Bombeiro às 10:14


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