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diariobombeiro



Sábado, 23.04.11

Região Atenta no Ano Inteiro aos Incêndios

Não há distinção entre inverno e verão e dispositivo mantém-se o mesmo de 2010
A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil apela a maior prevenção dos incêndios uma vez que os meios vão ser mais reduzidos. Luis Neri e Rocha da Silva dizem que o dispositivo, na Madeira, é o mesmo.

O presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil apelou, recentemente, para se investir nas medidas de prevenção de incêndios, uma vez que os meios de combate vão ser reduzidos neste ano.
O director regional das Florestas, Rocha da Silva, diz, em declarações prestadas ao JORNAL da MADEIRA, que este alerta destina-se ao território continental.
«Tanto quanto é do meu conhecimento, os meios na Região manter-se-ão os mesmos que têm estado ao serviço. As coisas irão acontecer como têm decorrido, em termos de operacionalidade, nos últimos tempos», explica Rocha da Silva.
Assim, o director regional das Florestas, que não é “vidente”, nem lê as cartas de “tarot”, descansa a população.
A Região «tem um dispositivo que tem se mostrado operacional e é isso que esperamos que aconteça neste Verão. Ou seja, que a operacionalidade se mantenha», afirma Rocha da Silva.
Erro nacional
O director regional das Florestas considera que «o alarmismo que hoje em dia se vive ao nível do território continental deve-se ao facto de, nas últimas décadas, se ter assistido à industrialização dos fogos florestais através de uma despesa brutal na utilização de meios aéreos, sem privilegiar o uso da floresta».
No entender de Rocha da Silva, isto «em termos estratégicos, tem sido o grande erro registado a nível nacional».
O presidente do Serviço de Protecção Civil na Madeira, Luis Neri, subscreve as palavras do director regional das Florestas, que comanda os 82 elementos da polícia florestal.
Instado a comentar as palavras do presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil, Luis Neri diz também que a Madeira vai contar com o mesmo dispositivo pelo que as declarações de Ricardo Ribeiro aplicam-se apenas ao território nacional.
Não há diferenciação
Luis Neri destaca ainda que na Madeira não há uma diferenciação entre a época de Verão e a época de Inverno no que diz respeito à prevenção dos incêndios.
«Não há distinção das épocas do ano e estamos sempre atentos, em coordenação com a polícia florestal, ao problema dos incêndios», refere ainda aquele responsável.
A ocasião é aproveitada para o responsável da Protecção Civil na Madeira sublinhar que, desde a última semana, a Região passou a ter dois bombeiros forados em incêndios florestais, o que faz com que «começemos a ter os nossos formadores e necessitemos, cada vez menos, de nos socorrer da Escola Nacional de Bombeiros».
O número de viaturas e de elementos disponíveis não é relevante, conforme sublinham o director regional de Florestas e o presidente do Serviço Regional de Protecção Civil. Isto porque «podemos ter todos os meios envolvidos e a situação ser muito adversa e nada disso ajudar», realça Rocha da Silva.
Refira-se que, a nível nacional, o presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil disse ser preocupante a redução dos meios envolvidos no combate a incêndios.
Diminuir ignições
«Apelamos que, em compensação a essa realidade que toda a gente compreende e que é consequência da crise orçamental que o país vive, o Governo, as câmaras municipais, os proprietários dos terrenos, nomeadamente os agricultores e as associações de agricultores e a Autoridade Nacional Florestal percebam que, com menos meios, há a necessidade de aumentar a fiscalização e as medidas de prevenção para diminuir o número de ignições».
Relembrando que todos os anos, apela ao aumento do enfoque dos decisores nas medidas de prevenção, Ricardo Ribeiro defendeu que, este ano, dada a realidade orçamental, é fundamental investir-se neste trabalho que antecede o tempo mais crítico dos incêndios.
«Se tal não acontecer, prevejo que a gente venha ter problemas graves», alertou o presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil. Para este ano, está previsto um dispositivo de 9.210 elementos no terreno contra os 9.985 no ano passado. O número de veículos e de meios aéreos será também mais reduzido, segundo a notícia divulgada pela agência Lusa.
Novos equipamentos para incêndios
Até ao final da primeira quinzena de Maio, vão ser distribuídos novos equipamentos de protecção individual aos bombeiros da Região. A garantia é deixada pelo representante na Madeira do Serviço Regional de Protecção Civil, Luis Neri.

por Carla Ribeiro
fonte: JornaldaMadeira

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por Diário de um Bombeiro às 11:34



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