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diariobombeiro



Sexta-feira, 20.04.12

Bombeiros das Caldas e da Benedita juntos em simulacro



Uma colisão entre duas viaturas ligeiras e um veículo de transporte de gasolina à saída das instalações da Ivo Cutelarias. Foi este o cenário montado para um simulacro que, na tarde do passado sábado, 14 de Abril, juntou os Bombeiros das Caldas da Rainha e da Benedita na vila de Santa Catarina, ao qual assistiram dezenas de pessoas mais ou menos apanhadas de surpresa.
O simulacro envolveu 31 homens da corporação caldense, dez da beneditense, sete ambulâncias de socorro, um veículo urbano de combate a incêndios, outro de desencarceramento e um veículo especial de combate a incêndios. Foi ainda simulada virtualmente a necessidade de evacuar por meio aéreo uma das dez vítimas do acidente, embora não tenha estado nenhum helicóptero no local.
Preparado pela 1ª Companhia da corporação caldense, como acção de formação e em colaboração com alguns soldados da paz beneditenses, o simulacro tentou “testar tempos de resposta a uma das freguesias mais distantes do concelho”, explicou à Gazeta das Caldas o comandante dos Bombeiros das Caldas da Rainha, José António. E entre o alerta e a chegada ao teatro de operações decorreram cerca de 20 minutos.


Os mais novos alunos dos bombeiros caldenses também assistiram à simulação

A recriação do aparatoso acidente permitiu ainda à população presente ver como se articulam os bombeiros das Caldas e da Benedita. Uma colaboração que efectivamente se vê no terreno com alguma frequência. É que “num cenário real os Bombeiros da Benedita seriam os primeiros a serem chamados ao acidente, por questões de proximidade”, uma vez que estes conseguem chegar ao terreno em 10 minutos, metade do tempo que demoram os bombeiros caldenses.
No balanço do simulacro, José António diz que “correu bem, apesar de uma ou outra falha, nomeadamente ao nível das comunicações”. Os bombeiros comunicam entre si em circuito fechado e depararam-se com algumas dificuldades em estabelecer contacto em condições. José António diz que a solução encontrada passou por dividir as comunicações em três sequências distintas. “É a diferença entre estarem quatro pessoas numa sala a falarem ao mesmo tempo ou falar uma de cada vez”, explicou.
A necessidade de tomar decisões como esta, mesmo que numa simulação, mostra como estes exercícios são importantes “não só para quem está no terreno, mas também para o comando”, garante o comandante. Uma opinião partilhada pelo comandante dos Bombeiros da Benedita, António Paulo, para quem os simulacros “são sempre importantes”.
O comandante beneditense lamenta apenas que estes exercícios, que permitem também às populações aprenderem o que devem fazer em caso de acidente real, “tenham normalmente pouca gente a assistir”. A importância dos exercícios para os civis foi também salientada por Pedro Ivo, da Ivo Cutelarias, que refere que “estas situações são muito benéficas para colocar as pessoas em acção e se prepararem para uma eventual situação real. Esperemos que não aconteça!”.
A assistir ao simulacro em Santa Catarina estiveram também os alunos da Escola de Infantes dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha.
Se à partida um cenário de acidente poderia deixar surpreendida qualquer criança, José António garante que no caso dos miúdos que frequentam as escolas de bombeiros estes ficam é “muito entusiasmados”. Para isso concorre também o facto de que “muitas destas crianças são filhos de bombeiros”.

Fonte: Gazeta das Caldas

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por Diário de um Bombeiro às 09:22



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