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diariobombeiro



Quarta-feira, 15.06.11

Cantanhede: Incêndio Destrói por Completo Prédio no Centro da Pocariça

Um prédio no centro da freguesia de Pocariça, situado no Largo António Lima Fragoso, foi ontem totalmente consumido por um incêndio, que deflagrou no rés-do-chão e se propagou a toda a habitação. Pouco passava das 14h00 quando o alerta foi dado aos Bombeiros Voluntários de Cantanhede. Pouco depois, uma bola enorme de fumo preto envolto em labaredas avistava-se no centro da cidade de Cantanhede. O “cenário” indiciava estar-se perante um incêndio de grandes proporções. Era verdade! Um prédio antigo tinha sido tomado pelas chamas. Por sorte, o proprietário – um homem de 79 anos, engenheiro civil reformado, tinha ido almoçar a casa da irmã, que mora a escassos metros da habitação.
 
«Isto parecia o inferno. As chamas, antes de os bombeiros chegarem, atingiram uma altura enorme e o fumo preto que saia do telhado criou um cenário dantesco», disse à reportagem do Diário de Coimbra António Leitão, vizinho fronteiriço da casa tomada pelo fogo. «Só tive tempo de ir tirar o carro que estava estacionado em frente», contou o mesmo vizinho, que não ganhou para o susto.
Ainda de acordo com António Leitão, o incêndio começou no rés-do-chão do prédio, mas, rapidamente, tomou conta do primeiro andar, consumindo tudo o que encontrava pela frente. Só escaparam as paredes! Depois, ouviram-se várias explosões, presumivelmente de botijas de gás, que lançaram algum pânico entre os moradores do Largo António Lima Fragoso e os clientes de um café com esplanada situado a poucos metros da casa em chamas.
 
De acordo com alguns moradores, os bombeiros chegaram 15 a 20 minutos depois do alerta. O cenário era dantesco. As chamas saíam pelas janelas e pelo telhado. Toda a gente se interrogava se havia alguém dentro da habitação.
 
«O senhor engenheiro dormiu lá. Ao meio-dia ainda estava em casa», afirmava um vizinho, preocupado. A incógnita era grande, mas pouco depois era desfeita.
Foi precisamente António Leitão, o vizinho da frente, que ao retirar o carro se lembrou de ir avisar a irmã do proprietário que a casa estava arder.
«Quando lá cheguei o senhor engenheiro estava lá, com a irmã, onde tinha ido almoçar. Fui eu que o informei do que se estava a passar e trouxe-o de volta», contou o mesmo vizinho.
 
“O senhor engenheiro” é José Carlos Pessoa Fragoso, 79 anos, viúvo, proprietário do prédio em chamas que acabou por perder tudo o que tinha dentro de casa e a própria casa, uma vez que do edifício apenas ficaram de pé as paredes exteriores.
 
Nada está no seguro

José Carlos Fragoso assistia, na companhia da irmã, incrédulo, à luta titânica dos bombeiros no combate às chamas. Os soldados da paz queriam, a todo o custo, que as labaredas não se propagassem à casa do lado, também propriedade do engenheiro. Conseguiram! Ao fim de mais de uma hora de luta, não evitaram a destruição do prédio onde as chamas eclodiram, mas preservaram a habitação contígua. O ataque às labaredas foi eficaz. Pelo solo, no rés-do-chão, e pelo telhado, através de uma autoescada Magirus.
A reportagem do DC falou com o proprietário, que raras vezes habita esta casa. A sua vida está centrada em Oeiras, Lisboa, mas faz (fazia) da moradia na Pocariça a sua casa de repouso. Tinha chegado no fim-de-semana e pernoitado na habitação, onde esteve até cerca das 12h30, altura em que foi almoçar a casa da irmã, que habita próximo.
 
«Não sei como é que isto aconteceu. Não me lembro se deixei alguma luz acesa, mas tenho a certeza que não mexi no fogão, nem no gás», contou.
 
José Carlos Fragoso diz que a casa era toda de madeira, antiga, «tem mais de 100 anos», e que não tinha nada no seguro. «Foi tudo à vida. Até os meus documentos pessoais, que estavam lá», disse.
 
O fogo foi dado por extinto já passava largamente das 16h00, altura em que os soldados da paz iniciaram o rescaldo. Os bombeiros voluntários de Cantanhede atacaram o fogo com 16 homens, apoiados por dois autotanques, uma autoescada Magirus, uma viatura contra incêndios urbanos, uma ambulância, um autocomando. No local também esteve uma equipa da Protecção Civil Municipal, que isolou toda a área para os bombeiros trabalharam à-vontade. João Moura, presidente da Câmara de Cantanhede, responsável máximo da Protecção Civil Municipal, também se deslocou ao local, recolhendo todas as informações disponíveis junto do comandante dos bombeiros sobre o sinistro.

A GNR de Cantanhede acompanhou, igualmente, toda a operação dos bombeiros, orientou o trânsito e tomou conta da ocorrência. 

por José Carlos Silva
fonte: DC

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por Diário de um Bombeiro às 18:19


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