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diariobombeiro



Quinta-feira, 21.02.13

Coimbra: Investigador contesta sistema de cores nos alertas da Protecção Civil

Um investigador da Universidade de Coimbra contestou, esta quarta-feira, os alertas da Protecção Civil e das entidades congéneres que os emitem, baseados num sistema de cores, argumentando que a população não os percebe.

Em declarações à agência Lusa, à margem de um colóquio sobre o plano municipal de emergência de cheias e inundações, José Manuel Mendes frisou que em inquéritos realizados a nível nacional, no concelho de Coimbra e nas ilhas dos Açores, as pessoas "não sabem distinguir as acções a tomar", perante, por exemplo, alertas amarelo, laranja ou vermelho.

"Temos também alertas hidrológicos, com matizes de cor que vão do azul claro ao azul escuro, que raramente são activados, porque os episódios não são muitos. Mas quando estávamos a fazer um inquérito, estava um activo e as pessoas perguntavam o que queria dizer", exemplificou.

Sobre o alerta hidrológico, questionou: "Porque não chamar-lhe ‘alerta de subida das águas'? Porque não traduzir as coisas quando estamos a falar de comunicação de risco?".

O docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra lembrou que o sistema de Protecção Civil em Portugal "é uma coisa recente" e que o sistema de cores foi adoptado na Europa, a seguir ao advento do 11 de Setembro nos EUA, onde foi implementado "numa lógica de defesa contra ataques terroristas".

"A meteorologia tinha alertas descritivos às pessoas, dizendo ‘façam isto ou aquilo'. O que a Protecção Civil na Europa fez, acriticamente, foi aplicar estas cores", alegou José Manuel Mendes.

Argumentou ainda que "há muitas entidades que emitem alertas", apontando, para além da Protecção Civil e os hidrológicos, a saúde (ondas de calor) e os avisos da meteorologia.

"Com todas estas cores, as pessoas não conseguem objectivamente activar comportamentos que estejam relacionados com as cores. A minha sugestão é: as cores serem usadas internamente, pelos agentes, para activar meios, planos e lógicas de actuação, mas para a população deve-se complementar a informação com coisas concretas", frisou.


por Lusa

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por Diário de um Bombeiro às 09:38


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