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diariobombeiro



Terça-feira, 25.01.11

Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique Apresenta Demissão

A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique apresentou a demissão dez meses depois de ter sido eleita.


A falta de solidariedade entre as entidades oficiais e a Associação é a razão apresentada em comunicado pelo presidente demissionário José Manuel Nobre Furtado.


No documento enviado às redações, a direção dos Bombeiros Voluntários de Monchique diz-se «obrigada» a apresentar o pedido de demissão, por não considerar «possível continuar a realizar uma administração correta e eficiente» e afirma ser «inviável gerir uma Associação contra a corrente no aspeto financeiro, uma vez que as entidades superiores e representantes da Proteção Civil se afastaram completamente da realidade existente».


A direção dos bombeiros queixa-se ainda de falta de colaboração por parte da Câmara Municipal de Monchique e de um «silêncio quase absoluto em relação aos apelos verbais e relatórios escritos» enviados à autarquia.


Segundo a direção demissionária, «os Bombeiros de Monchique não têm outras fontes de rendimento que não sejam os organismos oficiais e, só com a sua colaboração, se poderá manter em pleno uma assistência efetiva aos cidadãos deste concelho».


O comunicado acrescenta que «se as entidades oficiais responsáveis não conseguem ter uma abertura efetiva ao trabalho exercido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique, esta só terá um caminho a seguir, que é voltar quase exclusivamente ao voluntariado, pois os encargos com o pessoal efetivo são incomportáveis para as capacidades desta ou de outra direção».


A atual direção tomou posse em março do ano passado, depois de a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique ter passado quase um ano em gestão corrente.


Fonte: Barlavento
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A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique demitiu-se, dez meses depois de ter tomado posse, alegando que não tem apoios financeiros para "manter a gestão eficiente" dos bombeiros.
"A situação financeira é preocupante e agrava-se a cada dia que passa, e não há resposta das entidades a quem pedimos apoio", disse à Lusa o presidente demissionário, José Furtado, que lamenta "o silêncio" da Câmara de Monchique face aos constantes pedidos para que a direção seja recebida.
"Enviámos documentos a dar conta da situação, pedimos reuniões urgentes, e até agora não obtivemos qualquer resposta da autarquia", disse o presidente demissionário.
José Furtado alega que os 16 250 euros que recebe mensalmente da autarquia "são insuficientes" para fazer face às despesas de funcionamento da associação que rondam os 30 mil euros por mês.
"Sem receitas próprias e com 26 pessoas assalariadas, a verba não chega para pagar todos os encargos", sustentou.
"Quando tomámos posse, fomos confrontados com um passivo de cerca de 300 mil euros, mas entrámos cheios de força e com a esperança que o poder autárquico pudesse colaborar, como primeira entidade da proteção civil no concelho, mas tal não se verificou", lamentou.
Segundo José Furtado, "são necessários cerca de 500 mil euros para equilibrar as contas e manter em pleno a atividade dos bombeiros" no concelho da serra algarvia, com uma área de cerca de 400 quilómetros quadrados.
A agência Lusa tentou ouvir a posição da autarquia, mas apesar das várias tentativas não obteve ainda qualquer resposta.

in: Observatóriodoalgarve

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por Diário de um Bombeiro às 19:58


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