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diariobombeiro



Quinta-feira, 12.05.11

Bocas de Incêndio Estão sem Utilidade

Muitas das bocas-de-incêndio de Luanda, principalmente no centro da cidade, não funcionam, o tempo apoderou-se delas e hoje são mero adorno de ruas e avenidas.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros recordou, ao Jornal de Angola, que as bocas-de-incêndio são muito antigas, assim como o sistema e rede de distribuição de água, que, pelo tempo e pela falta de trabalhos de manutenção, estão entupidas e disfuncionais, o que conduz à sua inoperacionalidade.
As bocas-de-incêndio que não estão estragadas, disse Faustino Sebastião, não se adequam ao tipo de equipamento utilizado pelos bombeiros, pois, no momento da montagem, presume-se que tenha faltado comunicação entre os empreiteiros e o gabinete técnico dos serviços comunitários. 
O quadro negro não fica por aqui. É visível a todos os olhos que as próprias estruturas estão obsoletas. Em alguns prédios, a água canalizada não vai além do segundo andar, o que revela o estado em que as coisas estão. Os canos também se encontram num estágio avançado de degradação.
Face à reestruturação das zonas urbanas e à requalificação de ruas e ruelas, Faustino Sebastião espera que as ramificações e os canos que sofreram danos, pelo do tempo, sejam em breve recuperadas para o trabalho dos bombeiros, em situações de emergência, ser feito com eficácia.
"A EPAL fez inúmeros cortes no processo de distribuição de água, o que levou a que a esmagadora maioria destes dispositivos não funcione", salientou.
Da grande quantidade de bocas-de-incêndio existentes em Luanda, apenas um pequeno número está a funcionar no município do Rangel, com realce para o bairro da Vila Alice.
"Nenhuma boca-de-incêndio existente no centro da cidade funciona", garantiu.

Outro cenário no Nova Vida

No projecto habitacional Nova Vida, na parte sul de Luanda, o cenário é totalmente diferente, na medida em que as empresas respeitaram um dos pressupostos respeitantes às obras de construção civil. Ali há bocas-de-incêndio.
O porta-voz Faustino Sebastião referiu que esta é uma iniciativa que deve ser adoptada e respeitada pelos empreiteiros no processo de urbanização.
O porta-voz dos serviços de Protecção Civil e Bombeiros declarou que as bocas-de-incêndio do Nova Vida não foram, de início, instaladas como mandam as instruções técnicas, situação detectada quando o Serviço de Bombeiros verificou uma falha no processo de montagem, que provocava o desajuste aos meios usados pelos bombeiros em caso de necessidade de intervenção da instituição do Ministério do Interior.
"Mais tarde, foram feitas algumas alterações e hoje estão prontas para abastecerem as viaturas para combater incêndios", sublinhou.
Apesar de não fazer ideia do número de bocas existentes no projecto Nova Vida, Faustino Sebastião disse que a instalação obedeceu aos critérios de aplicação e que a zona dispõe de um número suficiente para responder a situações de emergência. "Existe um padrão na sua colocação e isso foi cumprido pelas empresas construtoras, o que deve ser seguido pelas que vierem a instalar mais dispositivos do género noutras áreas de Luanda", frisou, prevendo que, se não houver deficiência no fornecimento de água a partir da subestação do Kikuxi, o sistema vai funcionar normalmente.
"Desde a sua instalação, não houve qualquer necessidade de utilização", disse, adiantando que à medida que a cidade for requalificada, os equipamentos devem ser instalados.

Estrutura provincial

O governo da província de Luanda, declarou, dispõe já uma estrutura dos Serviços de Protecção e Bombeiros, que, dentro do seu objecto social, tem também participado nas grandes decisões.
Faustino Sebastião lembrou que as dificuldades para abastecer os carros nas situações de incêndio são penosas. "Temos um departamento que, em colaboração com empresas e particulares, fez um levantamento de reservatórios de água, quer em unidades de produção, quer em todos os locais onde existam com capacidade de reabastecerem viaturas do corpo de bombeiros", revelou o porta- voz Faustino Sebastião.
Os condomínios com piscinas constam das estatísticas para reabastecimento das viaturas.
"Fazemos isso nos casos de extrema aflição", referiu, reconhecendo que a situação está longe de ser confortável, pois, "não é bom que o serviço de bombeiros dependa de terceiros para matar fogo".

Muitos incêndios nos últimos meses

A estação seca tinha, há alguns anos, o rótulo de ser propensa a incêndios e a época das chuvas era considerada por muitos habitantes da província de Luanda a mais calma nesse aspecto. Hoje, as coisas não são vistas por esse prisma, pois os tempos são outros e o estilo de vida também. 
Com o crescimento das zonas urbanas, os incêndios passaram a dever-se, em muitos casos, ao uso inadequado de certos electrodomésticos.
"A modernização trouxe as suas desvantagens", afirmou Faustino Sebastião, acrescentando que a média de incêndios registados em todo o país é bastante variável.
Os registos semanais revelam que o número de incêndios varia entre 60 e 70. No primeiro trimestre, a média semanal de incêndios ultrapassou os 1.200 em todo o país, número que deixa preocupados os bombeiros.
"Todos os projectos que passarem pelo nosso Gabinete Técnico vão contemplar as bocas-de-incêndio", assegurou o funcionário do Ministério do Interior. 

foto: Eduardo Pedro
por João Dias
fonte: Jornal de Angola 

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por Diário de um Bombeiro às 12:52


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