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diariobombeiro



Quinta-feira, 15.03.12

Homenagem ao mais antigo bombeiro das Caldas

José Domingos
Cerca de meia centena de antigos bombeiros das Caldas almoçou no passado dia 3 e homenageou o mais antigo bombeiro das Caldas.

José Domingos, aos 84 anos, foi distinguido pelos colegas do quadro de honra, pelo seu trabalho enquanto voluntário e por aquilo que fez pela associação humanitária.

“Por ser o bombeiro mais velho da corporação, os amigos do quadro de honra ofereceram-lhe um quadro com dedicatórias e uma fotografia do segundo comandante José Domingos”, disse um dos organizadores do almoço anual.

Lúcido e ainda com vontade, José Domingos lembrou durante a homenagem o seu trabalho para erguer o atual quartel dos bombeiros.

Presente neste almoço, o antigo comandante Henrique Sales Henriques fez questão de referir aos presentes que o quartel foi uma permuta de terrenos entre a autarquia e a associação, uma vez que os bombeiros tinham um terreno onde está situada atualmente a central da Rodoviária e em troca os voluntários receberam o terreno onde atualmente têm o seu dispositivo.

Os organizadores do almoço lembraram os seus anos como bombeiros, reforçando aquilo que vão sentido no dia a dia – algum afastamento e pouco reconhecimento da causa.

Manuel da Luz, ao 69 anos, e depois de ter servido a causa durante 40 anos, considera que os almoços são uma forma de “reanimar a amizade e camaradagem que temos uns pelos outros”.

Este antigo bombeiro considera que agora há muitas diferenças porque “a camaradagem que havia entre uns e outros não é a mesma de hoje. Antigamente éramos mais unidos. Quando nos sentíamos atrapalhados já tínhamos uma mão esticada a ajudar”.

Também José Júlio, de 53 anos e que foi bombeiro durante 26 anos, descreve que a mocidade não tem o mesmo sentido de entreajuda.

“A malta nova está um bocado mais separada. Éramos uma família e tudo o que se decidia, estávamos todos de acordo e seguíamos o líder. Hoje, puxa-se um para cada lado”, disse, deixando como conselho que “a mocidade deveria estar mais unida e trabalhar mais em grupo”.

Aos 64 anos, Pina Moura deixou de ser bombeiro há cerca de ano e meio, depois de 42 anos de serviço à causa. “Deixei de ser bombeiro, porque atingi a idade máxima, senão ainda continuava. Gosto disto, é útil e sempre que posso ajudar estou disponível. Quando toca a sirene ainda lá vou e tremo quando oiço passar os carros”, declarou.

Mais inconformado, um antigo bombeiro testemunhou o seu desagrado pela forma como atualmente as coisas se desenrolam.

“Eu disputava um lugar no carro. Discutia com os meus camaradas para poder ir às ocorrências. Agora só aparecem bombeiros para ganhar dinheiro. Atualmente os bombeiros são mais moles. No meu tempo não se ganhava nada e agora é só interesses”, afirmou.

Sabedor deste tipo de desabafos e situações, José António, comandante dos bombeiros das Caldas, pediu calma, mas também transmitiu aos bombeiros do quadro de honra que se mostrem disponíveis para as escolas de recrutas, para haver transmissão de valores.

O comandante também disse que tem tido alguns problemas com as praxes, apontando que na anterior recruta desistiram dois bombeiros por causa desse batismo.

No almoço esteve também presente Abílio Camacho, presidente da associação humanitária, que lembrou que “existem muitos bombeiros que não usam farda, mas são bombeiros e defendem a causa”.

por Carlos Barroso
fonte: Jornal das Caldas

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por Diário de um Bombeiro às 07:55


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