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diariobombeiro



Quinta-feira, 11.10.12

REACÇÃO DA ANPC AO RELATÓRIO INDEPENDENTE AO INCÊNDIO DE TAVIRA

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) elaborou e entregou, no dia 10 de agosto de 2012, conforme determinação de S.E. o Ministro da Administração Interna, um Relatório factual, detalhado, do incêndio florestal iniciado a 18 de Julho de 2012 no concelho de Tavira. Posteriormente foi determinada a elaboração, por entidade independente, de um segundo Relatório, cujas conclusões foram agora tornadas públicas.

Sem prejuízo para os aspectos em que não exista total coincidência na apreciação dos factos descritos, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, seguindo leitura integral e atenta daquele documento, manifesta satisfação pelo facto de o mesmo complementar o conteúdo do relatório inicialmente produzido, corroborando condicionantes da máxima relevância para o decurso das operações, como as condições de propagação do incêndio, as dificuldades impostas pela dispersão de edificado e presença humana, a orografia desafiante ao combate, longas distâncias a percorrer e simultaneidade de ocorrências, locais e nacionais.

Regista-se, ainda, o reconhecimento de que a estratégia desde logo estabelecida se pautou pela defesa de pessoas e bens, tendo dado lugar, assim que as condições o permitiram, à efectiva aplicação de acções com vista à extinção do incêndio, com aplicação massiva de meios de supressão directa e indirecta, possíveis com o conhecimento pleno do desenvolvimento do incêndio e do seu comportamento expectável face às condições meteorológicas esperadas.

Por fim, assinala-se que o Relatório em apreço não faz alusão a falhas de coordenação dos meios de combate.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil reputa, desta forma, o Relatório independente agora conhecido, como uma interpretação dos factos que confirma as principais observações já reportadas, permitindo-se concluir ter sido a gestão das operações neste incêndio adequada, manifestando-se como objectivo prioritário cumprido a ausência de danos pessoais, entre a população a proteger e operacionais envolvidos.

O conjunto de recomendações veiculadas pela equipa científica autora do Relatório, algumas das quais coincidentes com as medidas correctivas iniciadas no ano transacto no quadro de da formação e treino, serão motivo de análise mais detalhada no habitual balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), logo que terminada a sua Fase Delta, no próximo dia 31 de Outubro, dando corpo à orientação seguida na ANPC nos últimos seis anos no que concerne ao princípio praticado de avaliação permanente e subsequente operacionalização das lições aprendidas.
 



Autoridade Nacional de Protecção Civil
www.prociv.pt

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por Diário de um Bombeiro às 13:40



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