“Um drama social no Alentejo”. É assim que o Secretário-Geral do PCP qualifica a situação atual na região devido aos problemas que enfrentam os bombeiros. Jerónimo de Sousa diz que não se verifica apenas o abandono mas sim o “risco de morte” das populações.
“Muitas pessoas, particularmente idosos já não vão a consultas ou não vão fazer exames”. As corporações de Bombeiros no distrito de Évora vivem “uma situação insustentável” que não se consegue resolver só com voluntarismo, diz Jerónimo de Sousa, que denuncia ainda a “asfixia financeira” que vivem as Associações e que “também estão em risco de morrer”.
“O corte do transporte de doentes, sendo um problema, não é o problema central”, apenas veio agravar um outro já existente “de distribuição de verbas da proteção civil”. Para Jerónimo de Sousa este problema “resulta do ataque ao Serviço Nacional de Saúde, da qualidade vida das populações e do direito à saúde”.
O líder comunista diz que o PCP vai continuar a apresentar propostas para o reforço de verbas para as corporações de Bombeiros” porque “não se podem exigir responsabilidades e serviços aos bombeiros e depois pagar um valor muito baixo e incompatível com o que exigido pelas Associações.
Jerónimo de Sousa falava em Évora depois de se ter reunido, esta manhã, com a Federação de Bombeiros do Distrito de Évora.
fonte: Sapo Noticias