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diariobombeiro



Quarta-feira, 31.10.12

“Nunca passámos por nada assim”

FOTO: michellemcloughlin
A costa leste dos EUA começou ontem a sentir os efeitos do furacão ‘Sandy’, cuja força devastadora se abateu esta madrugada sobre a região de Nova Iorque, onde foram tomadas todas as medidas de prevenção possíveis. Mais de 60 milhões de pessoas residem nas áreas que deverão sofrer o impacto principal da tempestade nos próximos dias, incluindo muitos milhares de portugueses e luso-descendentes.

"Nunca vi tanta gente nos supermercados. Falta água e pão. Temos um gerador, água e comprámos pilhas para o rádio e para as lanternas. Estamos com algum medo. Nunca passámos por nada assim", contou ao Correio da Manhã Helena Cardoso, portuguesa de 53 anos residente em Newark, uma das cidades mais ameaçadas pelo furacão. Prevenção era a palavra de ordem, como relatou outra portuguesa residente na cidade, Maria Ferreira: "Temos a casa cheia de alimentos. A polícia mandou as pessoas ficarem em casa devido ao risco de queda de árvores e objectos arrastados pelo ar", afirmou.

Horas antes da chegada do furacão, os seus efeitos já se faziam sentir, com o mar a saltar as muralhas de protecção e a causar inundações em Atlantic City, Nova Jérsia, e em Battery Park, Nova Iorque. Milhares de pessoas estavam já sem electricidade. Ao largo da Carolina do Norte, uma réplica do navio ‘HMS Bounty’ afundou--se e 14 dos 16 tripulantes foram resgatados.

Milhares de voos foram cancelados, os transportes públicos suspensos e as escolas fechadas. Wall Street e as Nações Unidas também foram encerradas.
O presidente Obama fez um derradeiro apelo à população para que respeite as ordens de evacuação, lembrando que esta é uma tempestade "muito poderosa". "A prioridade é salvar vidas." avisou. 

DISCURSO DIRECTO

"ATESTEI-ME DE ATUM E SARDINHA PORTUGUESA": Manuela Neto, Educadora de infância, Boston
"Da varanda, vejo tanta chuva e efeitos do vento... Todos nos preparámos para o pior. Como boa portuguesa, atestei-me de latas de atum e sardinha portuguesa."

"FALTA DE ENERGIA É O PIOR QUE PODE ACONTECER": Ricky Durães, Jornalista, Nova Iorque
"A falta de energia num país como este é o pior que pode acontecer. Os serviços públicos estão encerrados, a circulação está condicionada e há zonas evacuadas."

por Ricardo Ramos/Paulo Madeira/Dina Gusmão com agências
fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 12:11



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