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diariobombeiro



Quinta-feira, 16.02.12

Tavira: exercício de evacuação de segurança

No Agrupamento Vertical de Escolas D. Paio Peres Correia, em Tavira, foi realizado um exercício de evacuação de segurança com a colaboração de forças exteriores à Escola.

Ao soar o alarme, alunos e professores, saíram das salas de aulas, de forma ordeira, sem pânico, apesar de ter havido alguns feridos ligeiros, dirigindo-se para um espaço amplo afastado do edifício.

O Presidente do Município, Jorge Botelho, disse-nos que o edifício da Escola está preparado para sísmico. “Assisti – a presença do Presidente da Câmara é motivador - com os elementos da Protecção Civil Municipal. Quando tocou a sirene os miúdos saíram das salas de aulas e edifício principal, tudo bem organizado. Assistimos à evacuação, pelos Bombeiros, de um ferido no 1º. Andar. Temos de estar actuantes, fazendo exercícios no concreto, não só no papel, para que as famílias estejam mais seguras quando – se houver, o que não desejamos – um sismo. Temos de estar preparados para as eventualidades todas. Felizmente correu tudo bem e agora está aqui tudo ordeiro para regressar às aulas.

O Comandante dos Bombeiros Municipais, Miguel Silva, referiu-nos que estiveram no local, três ambulâncias, um veículo de combate e mais uma escada.

- Estes exercícios são necessários para, no caso de acontecer qualquer situação anormal, não haja pânico ou tem também outra finalidade?

- O treino é fundamental. Se as pessoas conhecerem o que têm de fazer numa situação de emergência, é meio caminho andado, porque em situação real, está provado que mais de 90% dos fogos é feito em auto-salvamento. Os meios levarão algum tempo a chegar e como tal é bom que as pessoas tenham consciência e perfeita noção daquilo que têm de fazer. Por isso, a melhor forma é treiná-los. As crianças tiveram um comportamento exemplar. Não é o primeiro exercício que fazem e a prova disso foi o desempenho delas neste exercício. Os Bombeiros, tal como a Protecção Civil Municipal, estiveram aqui como forma de apoiar e colaborar com a Escola, assim como irão colaborar com mais Escolas do nosso concelho.

O Professor, Luís Domingos, Director do Agrupamento, disse-nos que aquele foi um exercício de evacuação que teve a denominação “laivex”. “Foi feita a comunicação, para as forças, directamente pelo 112. Neste caso, o exercício traçado foi um sismo, seguido de incêndio, nos laboratórios de Físico-química e Ciências, onde ficou um Professor com os membros inferiores queimados. Também tivemos, na secretaria, um ferido com suspeitas de traumatismo craniano que, supostamente, aconteceu devido à queda de uma iluminaria. Três feridos ligeiros. Este exercício serviu, acima de tudo, para que os miúdos adquiram hábitos de evacuação e saibam manter a postura em situação real.

O exercício foi feito com muita calma, rapidamente. Os professores também conseguiram desenvolver um excelente trabalho, assim como o pessoal não docente. São elementos necessários numa situação real. Isto serve também para testar as nossas equipas internas de segurança, para, no caso de surgir uma situação destas, possamos logo a partir do primeiro momento, controlar incêndios e outras situações. Foi um exercício positivo”.

Foi o Professor, Miguel Fernandes, que coordenou o exercício e, ao “Algarve Notícias” disse que as coisas correram como previsto. “As forças de segurança também conseguiram fazer o trabalho delas, de acordo com as nossas expectativas. De uma forma geral correu tudo bem, por isso estamos muito satisfeitos”.

- Como foi a preparação para este exercício?

- Todo o trabalho, para este exercício, vem de há longa data. Os exercícios propriamente ditos, sem as forças de segurança, são feitos todos os anos. Este, em concreto, foi uma questão de acumular já, a experiência e os materiais que construímos ao longo de todo esse tempo. Em relação a este, houve uma preparação da minha parte, como delegado da segurança da Escola, de três a quatro semanas. Nas últimas duas semanas, os alunos tiveram a indicação, para junto dos directores de turma, treinarem esta evacuação. Tive várias reuniões com os auxiliares de acção educativa, portanto, os assistentes operacionais, como agora são denominados, para como membros da segurança, saberem exactamente o que deveriam fazer. Mais tarde, tive reuniões com os professores, através do Conselho Pedagógico e finalmente, uma com os quinze observadores que são professores designados par fazerem o registo de tudo aquilo que viam, durante o exercício, sempre que fossem aspectos negativos ou positivos.

Convidamos o Director do Agrupamento Especial da Escola D. Manuel I e da Secundária de Tavira e todas as outras individualidades que aqui viram, pertencem à Divisão de Educação da Câmara Municipal de Tavira, Policia de Segurança Pública, INEM. Estiveram presentes, doze entidades convidadas para este teatro de operações.

- Correu tudo bem?

- Basicamente estou satisfeito. Agora é fazer uma avaliação para ver quais os pontos negativos. Será feito um relatório, para que os erros detectados e que têm a ver com a nossa estrutura interna de segurança ou com os professores, serão levados à direcção para tentar corrigir. Se forem mais estruturais, se tiverem a ver com algo a nível de canalizações, como foi detectado, serão encaminhados para a Divisão de Educação, solicitando a sua correcção.


por Geraldo de Jesus
fonte: Rádio Horizonte

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por Diário de um Bombeiro às 09:38


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