Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

diariobombeiro



Quarta-feira, 25.04.12

Novas regras do Transporte de Doente Já Obrigaram à Dispensa de Três Funcionários


“Hoje deveria ser um dia de festa e alegria, mas para mim é um dia de tristeza”. Foi desta forma que Carlos Gonçalves iniciou o discurso comemorativo dos 87 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cête (AHBVC). Mais tarde, o presidente da instituição justificou o desânimo com a crise financeira que já obrigou esta associação do concelho de Paredes a dispensar três funcionários. As críticas de Carlos Gonçalves ao Governo foram corroboradas, na tarde do passado domingo, pelo presidente da Federação de Bombeiros do Distrito do Porto (FBDP), José Miranda.

Receitas diminuíram 65 por cento

Tudo foi organizado para ser um dia de festa, nomeadamente com a realização de uma parada que contou com a musicalidade da Banda de Música de Cête. Porém, o sentimento que dominou a tarde do último domingo foi o de apreensão, sobretudo relativamente ao futuro das corporações de bombeiros.

O primeiro a demonstrar preocupação foi o presidente da Assembleia da AHBVC, Saúl Ferreira. “Os tempos que correm têm limitado os serviços desta corporação”, avisou.

As palavras mais duras saíram, no entanto, da boca do próprio presidente da AHBVC. “Neste momento, não podemos esquecer as várias associações do país, onde podemos incluir a nossa, que estão a passar por várias dificuldades”, referiu Carlos Gonçalves.

Dificuldades criadas, essencialmente, pelas novas regras do transporte não urgente de doentes, que reduziu significativamente as receitas das corporações. “Desde Agosto de 2011, tivemos uma quebra de receitas mensais de 65 por cento. No primeiro trimestre de 2011 recebemos, pelo transporte de doentes, 76.290 euros. No primeiro trimestre de 2012 recebemos 24 mil euros. É uma diferença terrível”, sustentou.

A AHBVC já teve 16 funcionários, mas foi obrigada, nos últimos meses, a dispensar três. Dois elementos que saíram também não foram substituídos, o que faz com que o corpo de bombeiros profissional seja agora de 11. “Não podemos deixar morrer os nossos doentes. As associações de bombeiros têm de ser respeitadas e é o ministro que tem de nos dizer como podemos cumprir a nossa função”, defendeu Carlos GonçalvesProtecção Civil e Câmara acreditam na sobrevivência

Também o presidente da FBDP assumiu que se vive “um momento muito preocupante”. “Sem dinheiro não podemos prestar socorro. Cête está a passar por dificuldades, mas eu estarei cá para ajudar”, garantiu José Miranda.

Apesar do cenário dramático, os sinais de esperança chegaram através do adjunto de operações do Distrito do Porto da Protecção Civil, Artur Teixeira. “Quando houver necessidade de socorrer, os Bombeiros de Cête vão dizer presente. Disso eu tenho a certeza, apesar dos tempos que correm”, defendeu.

A vereadora da Câmara Municipal de Paredes, Raquel Moreira da Silva, seguiu o mesmo tom. “Toda a gente sabe que este ano será problemático. Mas tenho a certeza que iremos fazer do pouco muito”, afirmou.

Fonte: Verdadeiro olhar

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Diário de um Bombeiro às 15:44



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Abril 2012

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930




Tags

mais tags