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diariobombeiro



Sexta-feira, 23.11.12

Póvoa de Lanhoso: Gestos que podem salvar vidas

Adquirir competências em suporte básico de vida(SBV) é colocar em prática gestos simples que salvam vidas. É desta forma que o INEM - Instituto Nacional de Emergência Médica - explica a acção realizada, anteontem, na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso.
A iniciativa promovida pelo enfermeiro António Costa, que para além das funções no Serviço de Urgência do Hospital de Braga integra o corpo activo dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, inseriu-se no Mestrado de Especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica da Universidade Católica.
 
Cerca de 150 formandos (alunos, professores e assistentes operacionais) participaram no ‘Mass Training de Suporte Básico de Vida,’ envolvendo o INEM, os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, a Escola Secundária e alunos do referido mestrado.
“O SBV é um conjunto de procedimentos e metodologias padronizadas, que visa reconhecer as situações de perigo iminente, saber como e quando pedir ajuda e saber iniciar de imediato, sem recurso a qualquer utensílio, manobras que contribuam para a preservação da ventilação e circulação, de modo a manter a vítima viável até à chegada de socorro”, explica a enfermeira Isabel Costa, do INEM.
Capacitar a comunidade escolar para actuar em caso de paragem cardio-respiratória foi o principal objectiv o.
 
“Foi uma formação com uma elevada componente prática, onde os formandos tiveram a oportunidade de adquirir, pelas suas próprias mãos, competências que possibilitarão uma correcta actuação perante uma vítima em paragem cardio-respiratória”, explica António Costa.
Entre outros conhecimentos, os formandos foram elucidados sobre a informação adequada a transmitir ao 112 e ficaram a conhecer as manobras de SBV a realizar até à chegada da ajuda diferenciada.
“A opção pela sensibilização na escola é por ser um local de inclusão, assumindo-se como um lugar privilegiado para incentivar a capacidade cívica da participação, almejando uma nova sociedade um pouco mais pró-activa. Mais do que uma obrigação moral, esta aprendizagem é um dever de cidadania”, revela António Costa.
 
Para os responsáveis da iniciativa, a formação facultada à sociedade civil na abordagem às vítimas é claramente insuficiente. “Se tivermos especialmente em conta que o tempo médio que medeia entre a chamada de ajuda e a chegada de equipas especializadas é de oito minutos e que, no caso de paragem cardio-respiratória, por cada minuto que passa sem qualquer tipo de ajuda, as probabilidades de sobrevivência decrescem 7 a 10 por cento, é imperioso dotar de competências em SBV o maior número de pessoas possível”.
 
 
por Lurdes Marques
em Correio do Minho 

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por Diário de um Bombeiro às 13:41



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