Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

diariobombeiro



Quarta-feira, 20.04.11

Cortes no Dispositivo Poupam 11,5 milhões ao Estado

Os cortes no dispositivo de combate a incêndios florestais no verão vão poupar ao Estado cerca de 11,5 milhões de euros, disse hoje o secretário de Estado da Protecção Civil. 

Em conferência de imprensa de apresentação do dispositivo especial de combate a incêndios florestais para 2011, Vasco Franco afirmou que com menos 15 meios aéreos do que no ano passado na fase mais crítica se poupa "ligeiramente menos de 10 milhões de euros" e que com menos 700 elementos cerca de 1,5 milhões. "Não há forma de canalizar mais recursos financeiros para este dispositivo", afirmou, admitindo que a redução "acaba por não ser tão grande como se chegou a temer". Sem valores exactos devido às origens diversas dos meios no dispositivo, Vasco Franco estimou que se vai gastar "cerca de 45 milhões nos meios aéreos" e 17 milhões nos meios terrestres. "Pensei vir a trabalhar com meios mais vastos", disse por sua vez o comandante operacional nacional, Vaz Pinto, frisando que, face aos cortes, a solução é "concentrar na organização e esperar que haja menos ignições".
Vasco Franco adiantou que foi lançado na sexta-feira passada concurso para a contratação de dois aviões Canadair de menor capacidade do que os que actuaram no ano passado. O secretário de Estado indicou que se trata de aparelhos mais novos e com capacidade de reabastecer em superfícies de água mais pequenas, com o que se espera ganhos de rapidez e eficiência. Para este ano, prescindiu-se dos aviões não anfíbios de combate a incêndios. Vasco Franco afirmou que são meios com "menos capacidade de resposta" do que os helicópteros, porque têm que aterrar entre cada ataque ao fogo e ser reabastecidos.
Vasco Franco destacou ainda a disponibilidade permanente de quatro máquinas de rasto de um conjunto de 12 que actuará na fase mais complicada, a Charlie, que vai de 01 de Julho a 30 de Setembro. O governante afirmou que não haverá redução de efectivos nas torres de vigia de incêndios. Ao todo, estarão disponíveis 34 meios aéreos, a maior parte dos quais helicópteros. O dispositivo na fase Charlie será composto por 2.019 viaturas (em 2010 foram 2.177) e 9.210 elementos (no ano passado eram 9.985).

fonte: DN 

NO JORNAL DE NOTÍCIAS: Governo decide redução de 11,5 milhões no combate aos incêndios

O comandante nacional
da protecção civil
esperava "trabalhar
com um dispositivo
mais alargado do
que o actual"
A redução dos meios de combate aos incêndios florestais vai permitir ao Estado poupar cerca de 11,5 milhões de euros comparativamente ao ano passado, segundo avançou hoje o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, durante a apresentação da Directiva Operacional Nacional - Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) de 2011.
"É uma redução menor do que aquela que chegamos a temer", disse o mesmo responsável. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai investir 45 milhões de euros nos meios aéreos e 17 milhões de euros no dispositivo terrestre, num total de 62 milhões de euros, sendo que esta verba não contempla o custo correspondente aos meios da Autoridade Florestal Nacional, do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, nem de cada uma das autarquias.
A fatia de leão desta poupança (10 milhões de euros) diz respeito ao menor número de meios aéreos afectos aos dispositivo - 41 contra 56 do ano passado -, embora o Governo garanta que não estará em causa a eficácia do combate aos incêndios. "Tendo sido necessário prescindir de meios aéreos, prescindimos daqueles que nos ofereciam menos capacidades", afirmou Vasco Franco.
Este ano, o Governo não vai contratar os habituais Canadair, "muito antigos e que, no ano passado, tiveram uma alta taxa de inoperacionalidade", sublinhou o mesmo responsável. Na passada sexta-feira, foi aberto o concurso público internacional para a contratação de aviões anfíbios, cuja capacidade de transporte de água é de cerca de metade dos primeiros. "São aviões mais pequenos, o que lhes permite abastecer em espaços água mais pequenos, o que faz com que os intervalos de descarga sejam melhores", explicou o presidente da ANPC, major-general Arnaldo Cruz.
No que diz respeito aos meios terrestres, na fase Bravo (de 1 a 30 de Junho) há uma redução de 3%, na fase Charlie (entre 1 de Julho e 30 de Setembro) de 8%, sendo que na fase Delta (de 1 a 15 de Outubro) a diminuição é "residual". O comandante nacional da protecção civil, Vaz Pinto, confessou que esperava "trabalhar com um dispositivo mais alargado do que o actual".

por Fátima Mariano
fonte: JN

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Diário de um Bombeiro às 10:51


Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Abril 2011

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930




Tags

mais tags