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diariobombeiro



Quarta-feira, 13.07.11

Leonel Parreira: “Bombeiro Servia, Unia e Repartia”

O toque de despedida entoado pela sirene do quartel dos Bombeiros de Grândola ao falecido Leonel Parreira, vítima da brutal colisão da ambulância que conduzia anteontem, à entrada de Setúbal, deixou centenas de rostos lavados em lágrimas.

Mais de mil pessoas, entre amigos e anónimos que prestaram a última homenagem ao bombeiro de 56 anos, não pararam de chorar no curto trajecto até ao cemitério da localidade, onde ficou sepultado num talhão da corporação.

Um dos mais emocionados era Nelson Constantino, pai da bebé que nasceu na ambulância minutos antes do acidente. Tal como a mãe (ver caixa), escapou ao sinistro com ferimentos ligeiros. "Não tenho palavras para descrever o que sinto. É um misto de alegria, pelo nascimento da minha filha, e de muita tristeza pela morte do bombeiro", diz o homem de 35 anos.

Pouco depois, à porta do cemitério, foi a vez da mulher do falecido, Bela Pato, se dirigir à população com uma mensagem emocionada. "Obrigada a todos. Ajudem os bombeiros que eles precisam tanto de apoio", disse, amparada por familiares.

Na cerimónia fúnebre, o presidente da edilidade local, Carlos Beato, considerou esta morte uma "grande perda" para a comunidade grandolense". "Era um homem que servia, unia e repartia", frisou.

Octávio Machado, presidente dos Bombeiros de Palmela, disse ao CM que do acidente deverão ser retiradas ilações. "As pessoas devem respeitar as sirenes, colaborar e perceber que naquele momento se salva uma vida. Que sirva de reflexão."

Leonel Parreira foi velado no salão nobre dos bombeiros de Grândola. A urna foi depois coberta por uma bandeira da corporação e transportada para o cemitério numa viatura auto-escada de combate a incêndios. Quem não compareceu ao funeral foi a camarada Joana Simões, de 22 anos, também vítima do acidente. A voluntária ficou em casa a recuperar das lesões. As duas ocupantes do automóvel interveniente na colisão também já tiveram alta.

"A MINHA BEBÉ ESTÁ BEM"

Carla Pereira, 28 anos, que deu à luz na ambulância na estação de serviço da A2, em Alcácer do Sal, era ontem ao final da tarde uma mulher feliz por ela e a sua bebé não terem sofrido ferimentos graves na brutal colisão que ceifou a vida ao bombeiro Leonel Parreira.

"Neste momento estou bem e a menina também. Já estava a dormir e não dei conta de nada. Quando acordei já tinha os bombeiros junto de mim", disse ontem ao CM, comovida, recordando o acidente. Quanto à sua bebé, que ainda não tem nome, permanece no Hospital de Setúbal, em observação.

"Felizmente a bebé não sofreu ferimentos, porque a bombeira protegeu-a de imediato", continuou Carla Pereira. Recorde-se que a bebé é o segundo filho que nasce numa ambulância – o primeiro foi há dois anos. Cláudio nasceu em 2009. O casal tem ainda uma filha, Mafalda, de três anos.

fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 15:01


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