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diariobombeiro



Segunda-feira, 09.05.11

Família Queixa-se de Falta de Resposta do 112

Central 112 diz que não há registo da chamada no sistema

Uma família de Vilela, Paredes, está revoltada e indignada. Depois de o pai, com conhecidos problemas cardíacos, se ter sentido mal, no passado domingo, os filhos tentaram insistentemente contactar o 112, sem qualquer resposta, afirmam.
"Liguei três vezes mas ninguém atendeu"
O homem, de 67 anos, acabou por ser socorrido pela delegação da Cruz Vermelha de Vilela, mas faleceu já no Hospital. A família acredita que uma resposta do 112 poderia ter evitado a morte de Joaquim Pinheiro.
 
Joaquim Pinheiro
Passava pouco das 15h30 de domingo quando Paula Pinheiro voltava para o lugar de Campos com o pai depois de tomarem café. Parou o carro e foi buscar a filha dentro da habitação, enquanto Joaquim Pinheiro se sentou numa cadeira à entrada de uns anexos, conta. "Quando voltei ele já estava a sentir-se mal. Liguei três vezes para o 112, mas ninguém atendeu", explica a filha. A última chamada foi feita às 15h48, sustenta, mostrando o registo do telemóvel. Desesperada, meteu-se depois no carro e seguiu para o núcleo da Cruz Vermelha de Vilela, a cerca de dois quilómetros, onde pediu socorro. "Voltei e ainda cheguei antes da ambulância, cerca de cinco minutos", afirma.

Quando José Pinheiro, também filho da vítima, chegou ao local, já encontrou o pai estendido no chão a ser assistido. "Enquanto faziam manobras de reanimação ainda me puseram a mim a segurar a máscara de oxigénio", criticou, dizendo que a equipa de socorro "parecia não saber o que fazer". Joaquim Pinheiro foi depois transportado para o Hospital Padre Américo, em Penafiel. Deu entrada naquela unidade perto das 16h20, já em paragem respiratória, e acabou por falecer.

Contactada, a PSP, responsável pela gestão da linha de emergência, afirma que não há registo destas chamadas. A força de segurança diz também que durante o período em causa não houve qualquer falha ou sobrecarga do sistema, que justificasse o não atendimento do telefonema. A PSP acrescenta ainda que poderá haver condicionantes externas ao 112 que podem interferir na concretização, ou não, do contacto, como problemas na operadora móvel.

Já os responsáveis pela Cruz Vermelha de Vilela garantem que os socorristas tomaram todos os procedimentos normais num caso de paragem respiratória e que deram resposta à situação com a maior brevidade possível depois de contactados. 
 
por Fernanda Pinto
fonte: O Verdadeiro Olhar

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por Diário de um Bombeiro às 14:31



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