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diariobombeiro



Sexta-feira, 18.03.11

Simulacro de Incêndio na Rua da Estação Surpreendeu Bombeiros

Um incêndio urbano na Rua da Estação num edifício abandonado foi o cenário escolhido pelo comando dos bombeiros das Caldas para testar e aplicar novas técnicas de organização no teatro de operações dos voluntários.
Tudo aconteceu no dia 5 de Março, pelas 15h30, depois dos operacionais terem tido uma aula teórica sobre incêndios urbanos. Os bombeiros que estavam no quartel julgavam que seguidamente iriam para o laboratório aplicar aquilo que aprenderam, mas surpreendentemente foram accionados de forma real para um incêndio na Rua da Estação.
“Ninguém no quartel sabia, com excepção dos chefes e do comando, por isso o efeito surpresa foi conseguido. Demos o alerta para o CDOS (sabia do exercício), que avisou a central (não sabia do simulacro), e os meios saíram para a rua. Só quando chegaram ao local é que verificaram que se tratava de um exercício, mas os níveis de adrenalina estavam alcançados”, descreveu Carlos Pacheco, segundo comandante dos bombeiros das Caldas, que coordenou este exercício.
“Os bombeiros julgavam que iriam para o laboratório. Sabemos que o stress condiciona as acções e como eles tinha tido antes uma aula teórica, foi uma instrução no contexto real”, acrescentou.
Foram aplicadas algumas situações novas, como foi o caso da primeira equipa ter levado rádios, algo que até aqui era pouco comum.
“No teatro de operações é necessária a comunicação. O mais graduado nunca deve entrar no prédio, deve coordenar no exterior com comunicação das equipas de busca e salvamento que estão no interior. Essas equipas devem apresentar de forma detalhada o que vêem. Este efeito foi conseguido”, disse o segundo comandante.
Um bombeiro ficou à porta do edifício em chamas. Além de impedir a entrada de estranhos, dá segurança aos colegas que assim sabem quem está no interior e quanto tempo de trabalho tem com as botijas de oxigénio.
“Este elemento tem um papel fundamental no controle dos equipamentos e no número de equipas que entram e saem, uma vez que cada equipa tem 20 minutos de trabalho no interior do edifício”, referiu Carlos Pacheco.
No final todos os bombeiros falaram do que correu bem e do que correu menos bem, para de futuro melhorarem a prestação de socorro à população.
Para Carlos Pacheco este exercício foi bastante conseguido, porque foram detectadas e assumidas as fragilidades.
De destacar que o factor surpresa foi determinante para o sucesso deste exercício, a tal ponto que colegas de outras corporações limítrofes estiveram atentos às comunicações, pois só no final foi transmitido que se tratava de um exercício.
Neste exercício, além de terem participado bombeiros do quadro activo, assistiram os elementos da escola de infantes e cadetes e as vítimas foram simuladas por elementos que fazem parte da recruta.
No socorro estiveram ainda futuros bombeiros, que ao lado dos mais veteranos aplicaram-se à altura das responsabilidades uma vez que tiveram de retirar cerca de duas dezenas de vitimas, entre feridos e mortos.
De destacar o trabalho da equipa de saúde, que no exterior montou um cenário de triagem, o que facilitou a evacuação das vitimas à medida que foram sendo resgatadas pelas equipas de salvamento.
O exercício durou cerca de uma hora e meia, tendo estado a Rua da Estação encerrada à circulação.

in: jornaldascaldas

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por Diário de um Bombeiro às 00:47



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