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diariobombeiro



Segunda-feira, 17.01.11

Comunicado de Imprensa da APBV

Temos assistido nas últimas semanas, a declarações de responsáveis políticos que emitem opiniões ou passam para a comunicação social informações, que não correspondem à verdade e criam uma ideia falsa sobre os Bombeiros Voluntários e a sua missão.

As recentes afirmações por parte do Governador Civil de Viana do Castelo de que o seu Distrito teria falta de Bombeiros Voluntários e que a criação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP) seria a solução imediata e mais oportuna, revela desconhecimento e demagogia.

Também a intenção da criação de incentivos para os candidatos a voluntários é algo que não entendemos pelo simples facto de o Estatuto Social do Bombeiro (Decreto-Lei 241/2007, de 21 de Junho) que leva quase 4 anos de existência, ter reduzido substancialmente os incentivos existentes e alguns dos previstos continuam por implementar.

As EIP’s são tudo menos permanentes, pois só estão operativas 8 horas por dia e durante os dias úteis, tendo os 5 bombeiros que as compõe os mesmos direitos e deveres de um qualquer outro trabalhador em regime de contrato, que neste caso é de 3 anos.

Entendemos que é urgente repensar o modelo que está implementado, nomeadamente no tempo de serviço e Carreira dos seus elementos.

Em Novembro de 2010, durante uma cerimónia em Viseu, o Sr. Secretário de Estado da Protecção Civil, Dr. Vasco Franco, referiu que em 2011 não teria possibilidades de criar novas EIP’s, motivado sobretudo pelas politicas tomadas pelo Governo de cortes nos gastos e ao quais o sector da Protecção Civil não é alheio.

Perante isto interrogamo-nos se foi criada uma excepção para o Distrito de Viana do Castelo e quem e 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano efectua o socorro à população do Distrito.

Uma vez que a afirmação do responsável Distrital da Protecção Civil é considerada pela APBV de muito grave e coloca em causa toda a estrutura de socorro que é na sua esmagadora maioria constituída por Bombeiros Voluntários, algumas explicações são devidas por esse mesmo responsável e por todos os outros que se encontram “a montante e jusante” do mesmo.

Também a actual e tão discutida, questão do transporte de doentes nos merece algumas considerações e gostaríamos de ver outros assuntos que são da maior importância para os homens e mulheres que diariamente prestam um socorro de grande qualidade e profissionalismo nos Corpos de Bombeiros Voluntários, tratados com o mesmo empenho por parte das “Estruturas Representativas”.

Falar da sustentabilidade financeira dos Corpos de Bombeiros não se pode resumir ao transporte de doentes e à ocupação da quase totalidade dos profissionais dos Bombeiros Voluntários nessa tarefa.

Os dirigentes das Associações devem procurar outras soluções económicas, já previstas na Lei, que permitam aos Corpos de Bombeiros a sua sustentabilidade e uma capacidade de resposta à emergência, de forma permanente e de qualidade, o que por si só também é sinónimo de sensibilidade social.

Da nossa parte tudo faremos para contribuir na permanente melhoria do serviço prestado pelos Bombeiros Voluntários.

in: www.apbv.pt

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por Diário de um Bombeiro às 04:27


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