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diariobombeiro



Sábado, 08.01.11

Hospital Pediátrico de Coimbra Abre a 31

Mudança de instalações começa três dias antes e será feita 24 sobre 24 horas, com o apoio do INEM
Depois de muitos atrasos, dúvidas e preocupações, o novo Hospital Pediátrico vai finalmente começar a funcionar. A mudança de instalações é feita dias 28, 29 e 30, ininterruptamente, prevendo-se que no dia 31 (uma segunda-feira) o hospital esteja já a funcionar em pleno e que o velhinho Pediátrico feche de vez as suas portas.
Em nota à imprensa, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) refere que o processo de mudança de instalações deve estar concluído no dia 31, data a partir da qual o novo edifício «estará funcionalmente pronto a prestar serviços de saúde a crianças e jovens dos zero aos 18 anos».
O cronograma da mudança de instalações foi elaborado nos últimos dois meses e reajustado à data agora fixada para o início de funcionamento do hospital, segundo a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), Rosa Reis Marques. «Os profissionais estão muito entusiasmados e estou convencida que tudo vai decorrer de acordo com o planeado», disse ontem ao Diário de Coimbra, notando que a preparação da transferência em si, com a definição das intervenções e procedimentos necessários nos vários serviços, começa já na próxima segunda-feira.
Durante as próximas três semanas, «as chefias e os profissionais têm, entre outras coisas, de verificar os serviços, os circuitos de funcionamento interno, receber formação para testar os equipamentos novos que foram instalados», explicou a responsável do CHC, onde se integra o Hospital Pediátrico.  Na semana que antecede a mudança, «vamos tentar abrandar o movimento do hospital, nomeadamente reduzindo a realização de cirurgias programadas, de internamentos e de algumas consultas, o que for possível e sempre que não exista riscos para o doente», acrescenta, sustentando que, na hora de transferir os serviços, deve existir o mínimo de doentes possível.
Foi também por esse motivo que o CHC escolheu o fim-de-semana para levar a cabo este processo: estão habitualmente internados menos doentes (40 a 45, em média) do que durante a semana (cerca de 70 crianças) e as consultas externas não funcionam.
A mudança propriamente dita foi atribuída a uma empresa, através de concurso público, e começa no dia 28 (sexta-feira), provavelmente às 16h00, «a hora a que encerram as consultas externas e o hospital de dia», revelou Rosa Reis Marques. Nessa altura, «os equipamentos e materiais dos serviços administrativos começam a ser transportados para as novas instalações, em contínuo, durante o dia e noite». 

Urgência é a última a mudar
Às nove da manhã de sábado são transferidos para o novo hospital os dois primeiros doentes do internamento, seguindo-se, em intervalos curtos, outros doentes. A administração do CHC estima que sejam necessárias, além dos meios que o CHC dispõe, oito ambulâncias em simultâneo. «Estamos a equacionar o aluguer a uma empresa privada e veremos também o apoio que o INEM nos pode prestar para o transporte de doentes», adianta a presidente.
Depois de transferida toda a área do internamento, e com o garantido apoio do INEM, serão mudados os serviços de Cuidados Intensivos e da Urgência. Este último serviço é, aliás, o último a fechar as portas. De acordo com Rosa Reis Marques, no sábado e até domingo de manhã, estarão a funcionar duas urgências em simultâneo, a do hospital novo e a do velho Pediátrico, ainda que com uma equipa reduzida. «Para o caso de ali chegarem pessoas durante a noite, desconhecendo a mudança», justifica.
Se tudo correr dentro do planeado, segunda-feira, dia 31, todos os serviços pediátricos – do antigo hospital e ainda da Pedopsiquiatria, na Rua Alexandre Herculano – estarão a funcionar na nova estrutura, a obra mais aguardada na região Centro nos últimos anos.
A mudança vai obrigar, necessariamente, a um aumento de recursos humanos, nomeadamente enfermeiros, administrativos e auxiliares. Segundo Rosa Reis Marques, esse processo também está em andamento, tendo já iniciado funções 60 novos profissionais este ano.

Hospital abre três anos depois do previsto
O novo Hospital Pediátrico de Coimbra abre três anos depois do previsto, é 10 vezes maior do que o actual e deve exigir um orçamento pelo menos 11 por cento superior. Tem mais de 100 camas e 11 pisos, cinco dos quais são de estacionamento subterrâneo, e é o primeiro hospital pediátrico do país a ser construído de raiz.
Com a calendarização ontem anunciada, «a ARSC e o CHC esperam ir ao encontro das grandes expectativas dos familiares das crianças e jovens servidos por esta importante unidade de saúde e das expectativas dos seus inexcedíveis profissionais», refere a nota de imprensa. A área geográfica de intervenção do HPC é definida pelos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.  Dados da ARSC indicam que a empreitada de construção foi adjudicada por 45 milhões de euros, mas o projecto, na sua globalidade, situava-se no Verão passado em quase 100 milhões de euros. «Este montante global inclui, para além dos referidos 45 milhões, verbas destinadas a trabalhos a mais, fiscalização, terrenos, projectos, assistência técnica e equipamentos, ascendendo esta última rubrica a mais de 23 milhões de euros», segundo a ARSC, dona da obra. O financiamento verificou-se através do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) e do Programa Mais Centro, do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

in: DC

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por Diário de um Bombeiro às 10:35



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