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diariobombeiro



Domingo, 12.02.12

Ambulâncias / Carros Bombeiros Antigos 3ª Parte

Bombeiros Portugueses na Exposição Universal de Paris de 1900

A 18 de Agosto, teve lugar Concurso Internacional de Bombeiros, Hipódromo de Vincennes, perto de Paris, por ocasião da Exposição Universal de Paris de 1900.

Exposição Universal de Paris 1900

A presença portuguesa fez-se assegurar por 14 bombeiros do ‘Corpo de Salvação Pública do Porto’ (antecessor do actual ‘Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto’ designado a partir de 27 de Setembro de 1946), sob o comando de Guilherme Gomes Fernandes, inspector dos Serviços de Incêndios dessa cidade, mediante convite endereçado a este pela Federação dos Bombeiros Franceses.

A Câmara Municipal do Porto que autorizara a deslocação do corpo de bombeiros a Paris, recusou apoio financeiro à deslocação dos 14 bombeiros, pelo que a mesma foi suportada pelo seu comandante Guilherme Gomes Fernandes recorrendo da sua fortuna pessoal.

Corpo de Salvação Pública do Porto, 1900

A prestação de provas verificou-se, no dia 18 de Agosto de 1900, perante numerosa assistência, tendo como tema a extinção de um incêndio num prédio de 20 metros, com três salvamentos (duas pessoas no 5.º andar e uma no 6.º). Para o seu cumprimento, o júri estabeleceu o tempo máximo de 15 minutos. Os bombeiros americanos (vencedores em três concursos) foram os primeiros a ser chamados, perfazendo 15 minutos. Seguidamente, os húngaros cumpriram o exercício em 16 minutos.

Portugal tratou-se do terceiro país a entrar em campo a fim de prestar provas. Reza a história que Guilherme Gomes Fernandes apitou e a equipa dirigiu-se de imediato para o esqueleto de madeira instalado junto à pista do hipódromo, simulador do edifício incendiado, desenvolvendo o tema no tempo recorde de 2 minutos e 56 segundos.

Carro bomba utilizado no concurso

"(...) os valentes rapazes correm ao predio incendiado, com um sangue frio, que desde logo lhes conquista todas as sympathias. Armam escadas, lançam as cordas, trepam pelo esqueleto com uma agilidade extraordinária e o problema é triumphantemente resolvido", descrevia o correspondente do ‘Jornal dos Bombeiros’ no seu artigo sobre a cobertura do evento.

O Presidente da República Francesa, Émile Loubet, saudando a equipa vitoriosa, ergueu o seu chapéu e disse: «Vivam os bombeiros portugueses. Viva Portugal!»

O mesmo Chefe de Estado viria mais tarde, ao elogiar o Comandante Guilherme Gomes Fernandes, durante o banquete de honra do concurso, a proferir outra não menos significativa expressão que a história regista nos seus anais: «Diga ao vosso Governo que, quando Portugal necessitar de alguma coisa da França, mande como seus embaixadores os seus bombeiros.»

Como prémios, o Corpo de Salvação Pública do Porto trouxe para Portugal uma Taça de Sèvres, oferta do Presidente da República da França, e 1500 francos

Taça Sèvres

Carros bomba e de baldes, de tracção animal do B.S.B. de Lisboa

Bombeiros Voluntários de Valbom

Bombeiros Voluntários Tirsenses

«Chevrolet» de 1940 do Corpo de Salvação Pública de Valpaços


fonte: Restos de Colecção.blogspot

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por Diário de um Bombeiro às 12:47


5 comentários

De José Leite a 13.02.2012 às 11:20

Caro Marco Francisco

Muito agradecia que publicasse a minha resposta editada no meu blogue:

«Tenho o maior respeito e admiração pelos Bombeiros, razão pela qual me levou, também, a incluir neste modesto blogue artigos sobre o tema.

Não fiquei indignado por utilizar as fotos, pois como disse, e bem, não são da minha autoria, pois nem nascido era quando a grande maioria foram feitas. Não deixo quando me possível indicar a fonte das mesmas por uma questão de ética.

O que me indignou foi a cópia exacta dos textos por mim escritos, as mesmas fotos,alinhamento,etc retirados de artigos daqui,e nem sequer uma menção de onde foram retirados.

Evidentemente que não invento história apenas pesquiso, compilo e adapto, caso contrário estaria a desvirtuar a mesma.A história transcreve-se ou rescreve-se e não se inventa.

Fique descansado que não tenho medo dos Bombeiros, antes pelo contrário muito respeito e admiração pelo seu trabalho, abnegação e risco, muitas vezes não reconhecido como deveria ser.

Por mim este caso está encerrado.»

Já reparei que já está referida a fonte, o que agradeço.

Do que necessitarem do meu blogue desde já transmito que utilizem o que quiserem.

Os meus cumprimentos

José Leite

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